Nos dias 5 e 6 de novembro, será realizado o Seminário Internacional Futuros Digitais Indígenas: Soberania, Cuidado e Curadoria Compartilhada (Indigenous Digital Futures: Sovereignty, Care and Shared Stewardship), no Auditório do Museu da Língua Portuguesa.
O evento é gratuito. Para garantir sua vaga e receber o certificado, é necessário realizar a inscrição pela plataforma Sympla (neste link). Com participações em português e em inglês, o evento contará com tradução simultânea, além de intérpretes de Libras.
Confira abaixo a programação completa.
DIA 5 DE NOVEMBRO (quinta-feira)
Credenciamento
8h30
Abertura
9h30
Primeiros Diálogos
Um encontro sobre diferentes formas de pensar a soberania, o cuidado e a curadoria de conhecimentos indígenas nos dias de hoje.
Com Haidy Geismar (University College London). Mediação de Maria Luísa Lucas.
10h30 às 12h30
Painel 1 – Governança de dados, curadorias colaborativas e retorno digital
14h às 17h30
Um encontro sobre como repensar a relação entre museus, comunidades e acervos a partir da governança indígena dos dados no mundo digital, da curadoria compartilhada e de novas formas de retorno de coleções. A partir de experiências internacionais de documentação e gestão, pensaremos sobre as possibilidades e os desafios na construção de ecossistemas digitais indígenas mais centrados na ética do cuidado e da colaboração.
Com Joshua Bell (National Museum of Natural History/Smithsonian – presença remota), Kassia Lod (liderança do povo Kali’na, diretora do Museu Kuahí), Rosanna Dent (Universidade de Cambridge), Paulo Cipassé (pesquisador do povo A’uwe) e Jessica Lai (Victoria University of Wellington). Mediação de Maria Luísa Lucas.
DIA 6 DE NOVEMBRO (sexta-feira)
Painel 2 – Repositórios digitais e coleções indígenas
9h às 12h30
Repositórios digitais podem ser espaços de preservação, acesso e circulação de conhecimentos indígenas, mas também exigem novas formas de pensar a gestão, a descrição e o controle das coleções. Experiências internacionais de documentação e gestão de coleções indígenas revelam possibilidades e desafios para construir arquivos digitais mais colaborativos e orientados pelas e para as comunidades.
Com Gerry Lawson (Museum of Anthropology/University of British Columbia), Susan Kung (The Archive of the Indigenous Languages of Latin America – AILLA/University of Texas at Austin), Paula Granados Garcia (Endangered Material Knowledge Programme/British Museum) e Thiago Lopes da Costa Oliveira (Hochschule für Musik FRANZ LISZT Weimar). Mediação de Majoí Favero Gongora.
Encontro: Futuros possíveis em diálogo
14h30 às 16h20
Quais os futuros digitais que queremos construir? Esse é o ponto de partida para o diálogo entre diferentes perspectivas indígenas a respeito da governança de dados e da fabulação sobre outras formas de relação entre conhecimento, tecnologia e soberania.
Com Maui Hudson (University of Waikato) e Francy Baniwa (Museu de Arqueologia e Etnologia da USP). Mediação de Vitor Ido.
Encerramento
17h às 18h
Performance artística com a atriz indígena Lilly Baniwa
Conheça os participantes do Seminário
Francy Baniwa (Hipamaalhe – “Som da Cachoeira”), é antropóloga, professora de Etnologia Brasileira do MAE/USP, curadora e pesquisadora indígena do povo Baniwa, do Alto Rio Negro (AM).
Gerry Lawson, Ma̓la̓gius, pertence à Nação Haíɫzaqv e coordena o Laboratório de História Oral e Língua no Museu de Antropologia da University of British Columbia (MoA/UBC).
Haidy Geismar é professora de antropologia na University College London (UCL) e diretora fundadora da UCL School for the Creative and Cultural Industries. Atua com curadoria e pesquisa no Vanuatu Cultural Centre e em museus na Nova Zelândia, na Europa e na América do Norte.
Jessica Lai é professora de direito comercial na Te Herenga Waka – Victoria University of Wellington. É especialista em propriedade intelectual (IP), com foco especial em direito de patentes, na proteção do “Mātauranga Māori” e em perspectivas feministas.
Joshua A. Bell é Curador de Globalização e Chefe do Departamento de Antropologia do Museu Nacional de História Natural (NMNH) da Smithsonian Institution. É responsável pela gestão de acervos da Oceania e de diversos materiais mantidos nos National Anthropological Archives e nos Human Studies Film Archive.
Kassia Lod, do povo indígena Galibi Kali’na, é bacharel em Direito (UNIFAP), presidente da Associação Na’na Kali’na e diretora do Museu Kuahí (AP).
Maui Hudson (Whakatōhea) é professor e diretor do Te Kotahi Research Institute, na Universidade de Waikato. É coautor dos Princípios CARE para a Governança de Dados Indígenas e membro da Global Indigenous Data Alliance.
Paula Granados é diretora do Endangered Material Knowledge Programme no British Museum. Atua com consultoria e governança em iniciativas internacionais como Collections Trust, o programa InDIGenius e o Linked Pasts Symposium.
Rosanna Dent é professora de História Recente da Ciência, Medicina e Tecnologia na Universidade de Cambridge. Trabalha no Rowasu’u, projeto de arquivo digital voltado para a devolução de documentação histórica e publicações às comunidades indígenas do povo A’uwê (Xavante).
Suzan Kung, linguista documentalista e arquivista digital, é coordenadora do Archive of the Indigenous Languages of Latin America (AILLA) e criadora da plataforma aberta Archiving for the Future: Simple Steps for Archiving Language Documentation Collections.
Thiago da Costa Oliveira é antropólogo e coordena o projeto Resocialization of Sound na Hochschule für Musik Franz Liszt Weimar. Coordenou projetos de documentação do patrimônio linguístico e cultural indígena (PRODOCULT/ Museu do Índio; UNESCO).
Paulo Cipassé é liderança do povo A’uwê (Xavante), cacique da aldeia Aldeia Wedera, da Terra Indígena Pimentel Barbosa (MT). É pesquisador e gestor do repositório digital Rowasu’u.
Lilly Baniwa, atriz, performer e artista-pesquisadora do povo Baniwa, com graduação em Artes Cênicas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Majoí Favero Gongora é antropóloga, editora e curadora, integrante do Centro de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas Antônio Kanajó. Atua com pesquisa colaborativa e documentação junto ao povo Ye’kwana, além de colaborar com a curadoria de exposições de línguas e culturas indígenas.
Maria Luísa Lucas é antropóloga e professora de Etnologia Brasileira do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, coordenadora da área de Antropologia do Centro de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas e pesquisadora do Centro de Estudos Ameríndios (CEstA-USP).
Vitor Ido é professor de Direito Comercial da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), pesquisador responsável pela área jurídica do Centro de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas e coordenador do Laboratório de Direitos Intelectuais e Conhecimentos Tradicionais da Faculdade de Direito da USP.
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